Cansei de ficar de mal humor, de ficar mal, triste, isso é bobeira. Por mais dificuldades pessoais que esteja passado no momento minha vida é boa, posso sair de casa quando quero, minha mãe se importa comigo, ainda me restam alguns amigos, os melhores, tenho o que comer em casa, onde dormir, um computador, tenho tudo.
Tem muita coisa ruim acontecendo ultimamente, coisa muito ruim, só que eu não se explicar, so não to vendo mais necessidade de me sentir mal. Ser intolerante com as pessoas que não tem nada a ver com meus problemas, convenhamos, isso é bobeira e todos sabem, porem tem hora que não da pra segurar e acabo descontando as coisas nos outros. Espero que isso de não precisar mais ficar mal humorado por certas coisas não seja so uma mudança momentanea, e sim algo pra minha vida toda.
terça-feira, 6 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
Medo.
O que eu tenho mais medo é de no fim, ou quase nele, perceber que foi tudo errado, que não vivi, que foi tudo superficial. Já pensou você passar toda uma vida fazendo tudo normal, e depois ver que nada foi real, que sempre era tudo embazado no seu mundo, que era só suas verdades particulares contra um mundo inteiro de coisas realmente reais.
Por exemplo, educar seu filho sempre dando tudo de melhor pra ele, não negando nada, não brigando muito, fazendo o impossível e não possível por ele, achando que quando crescer vai retribuir tudo isso e ser um santo. Concerteza não vai dar muito certo, mas você só vai saber disso depois de criar um filho errado. Logo, para esse filho, não terá mais volta, ao menos acertará com os próximos. Não sei se deu pra pegar o raciocínio, rs.
Mas enfim, sei que já é cliché falar para não viver em vão, que a vida é passageira e só temos um e blá, mas deve ser muito ruim chegar nos seus 60 anos, olhar para traz e não poder se orgulhar do que passou. Pensar sempre que poderia ter feito diferente, que se tivesse a cabeça que tem agora não faria tal coisa. Por isso é melhor ter maturidade para tomar todas decisões, e não ter medo de fazer o que quer, mas sempre pensar se vai poder se orgulhar dessa atitude em breve.
Por exemplo, educar seu filho sempre dando tudo de melhor pra ele, não negando nada, não brigando muito, fazendo o impossível e não possível por ele, achando que quando crescer vai retribuir tudo isso e ser um santo. Concerteza não vai dar muito certo, mas você só vai saber disso depois de criar um filho errado. Logo, para esse filho, não terá mais volta, ao menos acertará com os próximos. Não sei se deu pra pegar o raciocínio, rs.
Mas enfim, sei que já é cliché falar para não viver em vão, que a vida é passageira e só temos um e blá, mas deve ser muito ruim chegar nos seus 60 anos, olhar para traz e não poder se orgulhar do que passou. Pensar sempre que poderia ter feito diferente, que se tivesse a cabeça que tem agora não faria tal coisa. Por isso é melhor ter maturidade para tomar todas decisões, e não ter medo de fazer o que quer, mas sempre pensar se vai poder se orgulhar dessa atitude em breve.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Hipocrisia.
Ultimamente eu tenho visto muitos vídeos na Internet, a maioria das pessoas diriam que isso é sádico, insano, nojento, repugnante, e sei lá mais o que; vídeos de acidentes, de mortes, coisa bizarras e por ai vai.
Tudo isso é relativamente normal, acidentes automobilisticos acontecem, todo tipo de acidente acontece, mortes também. Porem, tem os assassinatos, as torturas, e os mais...estranhos, os linchamentos. Por que para pra pensar: se cidadões estão linchando alguém é por que ele fez algo muito errado, né? Se fazem isso é por que se sente superiores e justos a ponto de julgar alguém, são melhores que o criminoso que estão torturando, já que espancamento é uma forma de tortura, batendo, muitas vezes matando, verdade? Verdade?! Só para esses monstros de nariz empinado.
"A gente é superior a esse ladrão, ele roubou tal pessoa, vamo mata ele". Muito sensato, ele roubou, nós espancamos e matamos, claro, somos melhores.
Se quer saber acho que estuprador e pedófilo merece isso mesmo, só que a partir do momento que eu penso que certas pessoas merecem tal coisa e outras não, eu estou julgando. Eu julgo as pessoas, você também, mas isso é feio, não faça mais.
Mas me diga se um ladrão, um cara que muitas vezes só roubou para comer, merece isso. Me diga também, se um estuprador pedófilo merece respirar?
Pensa: um cara roubou, vai uns covardes metido justiceiros e batem nele, espanca, ate mata-lo. Ele roubou, eles mataram. Logo, seguindo o raciocínio deles, eles deveriam ser linchado também, né?
Monstros achando que estão fazendo justiça com as próprias mãos. Hipocrisia deprimente.
Tudo isso é relativamente normal, acidentes automobilisticos acontecem, todo tipo de acidente acontece, mortes também. Porem, tem os assassinatos, as torturas, e os mais...estranhos, os linchamentos. Por que para pra pensar: se cidadões estão linchando alguém é por que ele fez algo muito errado, né? Se fazem isso é por que se sente superiores e justos a ponto de julgar alguém, são melhores que o criminoso que estão torturando, já que espancamento é uma forma de tortura, batendo, muitas vezes matando, verdade? Verdade?! Só para esses monstros de nariz empinado.
"A gente é superior a esse ladrão, ele roubou tal pessoa, vamo mata ele". Muito sensato, ele roubou, nós espancamos e matamos, claro, somos melhores.
Se quer saber acho que estuprador e pedófilo merece isso mesmo, só que a partir do momento que eu penso que certas pessoas merecem tal coisa e outras não, eu estou julgando. Eu julgo as pessoas, você também, mas isso é feio, não faça mais.
Mas me diga se um ladrão, um cara que muitas vezes só roubou para comer, merece isso. Me diga também, se um estuprador pedófilo merece respirar?
Pensa: um cara roubou, vai uns covardes metido justiceiros e batem nele, espanca, ate mata-lo. Ele roubou, eles mataram. Logo, seguindo o raciocínio deles, eles deveriam ser linchado também, né?
Monstros achando que estão fazendo justiça com as próprias mãos. Hipocrisia deprimente.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Perfeição
legião urbana
legião urbana
"Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião[...]
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão[...]"
terça-feira, 29 de junho de 2010
Frustração.
Frustração é a palavra do dia. Por que nós ficamos insistindo em algo que já não da certo a muito tempo? Não consegue na primeira, beleza, acontece. Não consegue na segunda, na terceira da mais ou menos, na quarta não, na milhonessima não. É hora de recuar, desistir não é só para os fracos.
Tem hora que não tem cabimento continuar, é masoquismo, loucura. "Sou brasileiro e não desisto nunca", eu sou e já desisti de coisas grandiosas, desisti do meu país, desisti de ver o lado bom do pior, desistir disso vai ser moleza.
Chega momentos que nem é questão de 'jogar a toalha', é só que se torna impossível a persisténcia em tal coisa, seja ela profissional, amorosa, seja qual for, tem momentos que não dá mais. Ficar sempre em torno daquele mundinho, tentar e não conseguir, repetir e dar mais errado ainda. Até chegar um momento que você pensa: "porra, tem alguma coisa de errado, e é comigo. Pra mim já deu, desisto".
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Eu, eu, eu.

Eu to feliz.
To estranho, ta tudo muito estranho, é como se eu não fosse eu, se o meu 'eu' tivesse se tornado outra pessoa. Devo continuar o mesmo chato de sempre, só que de um novo modo, ta muito estranho mesmo. Só que pelo que me consta, eu sempre fui estranho; bom, ao menos é o que os mais íntimos dizem, espero que isso não seja muito ruim.
Pra ser sincero, eu não sei se eu to feliz, é muita coisa pra mim. Eu to muito ruim e bem, to nostálgico, excessivamente amoroso, to compulsivo, to chato, to compreensivo em alguns aspectos, to muitas coisas, menos 'eu'.
Isso tem que mudar, ta muito legal agora essa estranheza, mais não da, eu me quero de volta. Porra, não ta normal. eu fico tonto constantemente, do uns surtos em que eu fico meloso demais, caramba, ou normal ou estranho, os dois de uma só vez não dá.
Acho que uma coisa salvou, eu sou revoltado tanto quanto antes, só que sempre fui um revoltado conformado. Isso é contraditorio, nê?!
Mais siga o raciocínio. Eu me revolto com as coisas muito facilmente, só que com a maioria dessas coisas, a minha revolta é fútil, é vazia. Por que eu não me sacrifico em nome dessa revolta, eu fico mal, com raiva, falo merdas, mais é só isso. Eu sou fútil, eu falo demais sobre igrejas, guerras, pessoas idiotas, mais eu não passo de um hipócrita com uma língua grande. Porem eu quero que se foda, se eu me revolto com o que for, foda-se, eu falo o que me da vontade, e tomo a atitude que eu tiver afim de tomar. Quando eu achar que meu esforço não vai ser em vão, que não vou ser só mais um fanático pela causa lutando contra o dito 'normal' eu vo em frente.
To revoltado de novo, e não vou fazer nada a respeito do que eu disse acima por que seria um futilidade maior ainda, se tantos dizem que para mudar o mundo tem que começar por si, porque continua essa merda que esta? Foda-se se tem que começar por mim, comece por você, mude tudo que eu tomo partido. Caramba, pessoas querendo status dizem que então fodendo para o mundo, puta mentira, não estão, querem que pensem que estão para terem uma fama de moralista e serem reconhecidos. Como em tudo na vida existe as exceções.
'Ah, você tem que ajudar as pessoas necessitadas'. É realmente tem, mas gostaria de ver esses falsos moralistas ajudarem velhinhas se não tivesse ninguém olhando, era capaz de darem um cascudo na veia. Eu costumava manter um padrão mais formal nos textos, foda-se também, caramba, eu não sou padrão, eu não falo "está" eu não gosto de acento, eu xingo, eu falo "caralho", eu sou um adolescente de merda que acha que alguém vai ler isso, e eu ainda não sou eu, acho que eu nunca fui 'eu', devo estar procurando o meu 'eu', e isso também me deixa com raiva. Caramba, eu to frustrado.
Eu quero que tudo se exploda. Eu, sinceramente, sinto vergonha de ser humano, eu to mal, agora eu intendi, eu to mal e não é pouco. Eu to bem, eu to feliz, eu quero estar feliz.
Concluindo esse meu post de merda:
eu não sei quem sou eu, eu sou um revoltado, um nostálgico que sente falta de um mundo em que não viveu, um hipócrita, um moralista fajuto. Eu não sou ninguém, sou alguém atrás de sua identidade.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Disfarce.

Ultimamente eu tenho agido de forma estranha. Eu já não sei se isso se tornou uma particularidade minha ou se é só uma mania idiota. Tentar ser menos amável do que realmente sou, só pra não parecer fraco ou bobo. Eu to sendo idiota, não devo deixar de demonstrar o que sinto só por coisinhas desse tipo, e digo isso em modo geral, em todos os aspectos, não só em amor. Ficar forçando ser o que não é, tentando agradar, por vezes desagradar, pior quando isso se torna parte de você, uma bobeira dessa pode fazer muitos estragos. Me sinto idiota admitindo isso, poderia mentir pra mim mesmo e dizer que é só aparência, muitos fazem isso, é notável que fazem. Porem, fazendo isto, elas vão se tornando aquela mentira, aquilo se torna parte dela e sem sequer notar estarão forçando mais coisas, inventando mais mentiras até terem todas suas vidas baseadas em fatos e sentimentos manipulados, isso se torna um ciclo vicioso. A cada mentira que você vai inventando, as pessoas vão fingir que acreditam nas suas historias, você vai gostar e prosseguir inventado coisas, ate chegar um momento que não terá mais verdade em nada, vai se torna uma pessoa com um passado inventado em quem ninguém confiará, já que mente sobre sua própria vida por que não mentiria sobre outras coisas.
Mas voltando ao assunto inicial, eu vou parar de ser tão idiota, antes que eu me torne uma pessoa assim.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Mudanças.
Parece que quando as coisas chegam no fim se tornam melhores. Ao menos pra mim parece. Só que eu comecei a intender que não é que se tornem melhores, só que sentimos falta, e cada momento, mesmo que de brigas ou coisas nem tão boas, se torna tão precioso quanto pode ser.Estou chegando numa fase da minha vida de mudanças, de fins, fins não definitivos concerteza. Estou irrevogavelmente desinclinado a abrir mão de tudo em definitivo, não importa o que esta por vir, meu futuro faço eu. Eu sei o que é bom e o que quero para mim.
Dizem que mudar é sempre bom, eu discordo. Ta certo que não da para viver na mesmisse para sempre, mais existe mudanças que não são necessárias, quando esta tudo bem não há por que mudar. Isso é insano. Sempre vai existir momentos de dificuldade em que tudo da errado mais isso não quer dizer que uma grande mudança é necessária, quer? mudanças drásticas isto... bom, isto muda tudo e é estranho, adaptar-se a tudo novamente.
Um fim significa um novo começo, certo? significa que você terminou uma parte de sua vida, que colheu tudo de bom das pessoas e coisas que o cercavam, que agora é o momento de um novo recomeço, mas isso não esta certo, isso não é certo, você não pode deixar tudo para trás como se tudo que passou não fosse nada, você também não pode viver de saudade. Não se tem o que fazer, talvez o certo seja você ter paciência e equilíbrio, saber dividir seu tempo entre quem passou por sua vida e você não quer deixar ir, e quem esta vindo. Talvez seja o único modo de ser feliz após grandes mudanças, é o que verei.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Baseado em fatos reais,
Ele estava entorpecido, não conseguia ter agilidade, não tinha utilidade, nunca teve.
Tudo ao seu redor estava mais colorido, estava girando, nada normal, estava como dizia que queria estar sempre, "doidão". Caiu no meio de uma rua pouco movimentada e escura, começou a ter delírios ouvir vozes ver coisas e pessoas imaginaria. Varias pessoas gritando seu nome, vozes estridentes e agoniadas o chamando para perto, gritos e sussuros assombrosos, carros buzinando, mais de todos esses sons apenas um se destacava na sua mente insana, a voz alegre e sarcástica de um homem de meia idade.
Lentamente ele tentava se levantar e se arrastava para o banco na calçada. A noite havia sido pesada, ele pensava estar em filmes, onde depois de grandes decepções se vai a um bar, bebe e esta tudo resolvido. Mais havia contradições, as decepções era ele quem causava, e não se bebe mais que se suporta, e principalmente, o fazer não resolve nada. Mas ele sabia de tudo isso.
Por mais alucinado que estivesse ele entendia tudo, ela clamava por um suspiro de lucidez, ele sabia o quanto digno de dó estava sendo, não estava suportando tanta informação no seu cérebro embaralhado, olhar, entender, sentir, ouvir, era coisas demais.
Tentava desesperadamente dormi para ficar livre desse inferno particular, não conseguia, os gritos desesperadores lhe roubavam toda a paz, o mundo girando, a nausea constante. Era de fato, seu inferno.
Foi então que a voz sarcástica e feliz começou a atormenta-lo, lhe dizendo as verdades que ele tanto negava. Lhe mostrando como sua existência era inútil, e como nem um de seus amigos o aguentava mais, como ele havia causado tudo isso.
Coisas que eram verdades, suas verdades medonhas, ele estava enlouquecendo, tinha que tirar aquela voz da cabeça, não podia suportar.
Pra onde quer que ele fosse a voz continuava la, por mais que corresse a voz só aumentava, passando de sussurro a gritos apavorantes, seu inferno estava queimando cada vez mais.
Ele começou a correr em meio a estrada, ao mesmo tempo que tentava se afastar da voz pensava desesperadamente em qual era o rumo de sua casa. Incessantemente a voz, o humilhava, o fazia ver que não tinha ninguém, não tinha pelo que lutar, não tinha contra o que lutar. O mostrava que o certo era seguir as agonizantes gritos que vinham da parte quebrada da grade de segurança de um ponte sobre um rio razo.
Cada segundo que passava ele sentia um impulso maior em procurar a origem dos gritos, sentia que por mais medonho que os sons fossem havia um tipo de paz ali, que chegando no fundo do rio ele estaria em um lugar relaxante sem gritos ou dor.
Decidiu que correr não faria sentido algum, já que a voz gritava cada vez mais alto, correr era insanidade, ficar era insanidade, voltar era insanidade. Afinal, o que não era?
Estava indo em direção a ponte, não havia mais nada apavorante em sua cabeça, era tudo calmo e tranquilo, o tal homem com voz sarcástica, o capeta de seu inferno privado, estava falando manso com uma voz relaxante, que traria paz ao homem mais revoltado.
Quando enfim chegou na tal ponte, começou a ver vultos negros em ambas extremidades, vultos com rostos desfigurados e monstruosos fechando as saídas da ponte, um deles estava mais nítido com um rosto mais visível.
A voz lhe alertava que se não fosse logo de encontro a sua paz, que se não pulasse da ponte os vultos o levariam para um lugar desgraçado. Ele sentia a paz exalando do fundo do rio.
Decidiu por se afastar da grade da ponte, e pegar impulso para saltar. Quando ele se vira para dar alguns passos para trás vê o tal vulto mais nítido, o vulto de um senhor barbado e mal vestido o puxando e jogando-o no chão, fica desesperado por não ter conseguido se livrar das coisas que o atormentavam e começa a se debater ate então ficar imóvel e apavorado.
Só não sabia que o tal senhor, era só um velho bondosa que voltava de seu trabalho e viu um rapaz tentando cometer suicídio.
Por fim ele acorda com cada músculo do corpo dolorido na casa do senhor que o ajudou, se lembrando de cada segundo de agonia que passou, e percebendo a estupidez que quase fez.
Restava saber se isso o tornaria uma pessoa diferente ou não serviria de nada.
Tudo ao seu redor estava mais colorido, estava girando, nada normal, estava como dizia que queria estar sempre, "doidão". Caiu no meio de uma rua pouco movimentada e escura, começou a ter delírios ouvir vozes ver coisas e pessoas imaginaria. Varias pessoas gritando seu nome, vozes estridentes e agoniadas o chamando para perto, gritos e sussuros assombrosos, carros buzinando, mais de todos esses sons apenas um se destacava na sua mente insana, a voz alegre e sarcástica de um homem de meia idade.
Lentamente ele tentava se levantar e se arrastava para o banco na calçada. A noite havia sido pesada, ele pensava estar em filmes, onde depois de grandes decepções se vai a um bar, bebe e esta tudo resolvido. Mais havia contradições, as decepções era ele quem causava, e não se bebe mais que se suporta, e principalmente, o fazer não resolve nada. Mas ele sabia de tudo isso.
Por mais alucinado que estivesse ele entendia tudo, ela clamava por um suspiro de lucidez, ele sabia o quanto digno de dó estava sendo, não estava suportando tanta informação no seu cérebro embaralhado, olhar, entender, sentir, ouvir, era coisas demais.
Tentava desesperadamente dormi para ficar livre desse inferno particular, não conseguia, os gritos desesperadores lhe roubavam toda a paz, o mundo girando, a nausea constante. Era de fato, seu inferno.
Foi então que a voz sarcástica e feliz começou a atormenta-lo, lhe dizendo as verdades que ele tanto negava. Lhe mostrando como sua existência era inútil, e como nem um de seus amigos o aguentava mais, como ele havia causado tudo isso.
Coisas que eram verdades, suas verdades medonhas, ele estava enlouquecendo, tinha que tirar aquela voz da cabeça, não podia suportar.
Pra onde quer que ele fosse a voz continuava la, por mais que corresse a voz só aumentava, passando de sussurro a gritos apavorantes, seu inferno estava queimando cada vez mais.
Ele começou a correr em meio a estrada, ao mesmo tempo que tentava se afastar da voz pensava desesperadamente em qual era o rumo de sua casa. Incessantemente a voz, o humilhava, o fazia ver que não tinha ninguém, não tinha pelo que lutar, não tinha contra o que lutar. O mostrava que o certo era seguir as agonizantes gritos que vinham da parte quebrada da grade de segurança de um ponte sobre um rio razo.
Cada segundo que passava ele sentia um impulso maior em procurar a origem dos gritos, sentia que por mais medonho que os sons fossem havia um tipo de paz ali, que chegando no fundo do rio ele estaria em um lugar relaxante sem gritos ou dor.
Decidiu que correr não faria sentido algum, já que a voz gritava cada vez mais alto, correr era insanidade, ficar era insanidade, voltar era insanidade. Afinal, o que não era?
Estava indo em direção a ponte, não havia mais nada apavorante em sua cabeça, era tudo calmo e tranquilo, o tal homem com voz sarcástica, o capeta de seu inferno privado, estava falando manso com uma voz relaxante, que traria paz ao homem mais revoltado.
Quando enfim chegou na tal ponte, começou a ver vultos negros em ambas extremidades, vultos com rostos desfigurados e monstruosos fechando as saídas da ponte, um deles estava mais nítido com um rosto mais visível.
A voz lhe alertava que se não fosse logo de encontro a sua paz, que se não pulasse da ponte os vultos o levariam para um lugar desgraçado. Ele sentia a paz exalando do fundo do rio.
Decidiu por se afastar da grade da ponte, e pegar impulso para saltar. Quando ele se vira para dar alguns passos para trás vê o tal vulto mais nítido, o vulto de um senhor barbado e mal vestido o puxando e jogando-o no chão, fica desesperado por não ter conseguido se livrar das coisas que o atormentavam e começa a se debater ate então ficar imóvel e apavorado.
Só não sabia que o tal senhor, era só um velho bondosa que voltava de seu trabalho e viu um rapaz tentando cometer suicídio.
Por fim ele acorda com cada músculo do corpo dolorido na casa do senhor que o ajudou, se lembrando de cada segundo de agonia que passou, e percebendo a estupidez que quase fez.
Restava saber se isso o tornaria uma pessoa diferente ou não serviria de nada.
sábado, 19 de junho de 2010
Fanatismo e coisas vergonhosas.
Fiquei indignado hoje com uma outra reportagem que li, uma mulher com vários filhos e netos, com uma vida nem tão boa assim, presenteou um EX-BBB, comprou sozinha e a prestação uma TV de LCD de 32 polegadas e um frigobar, a mulher se endividou para dar um presente a um cara que nunca viu, um merda que não fez absolutamente nada, um macaquinho adestrado de um reality show sensacionalista e apelativo que era obrigado a fazer propaganda de coisas que não usava ou gostava. O cara já ia ganhar muito dinheiro com essa midia igualmente fodida, ainda tem uns otarios que tiram de dentro de casa para dar a um total desconhecido, um vendido idiota.Como eu já falei, isso me amedronta, essa coisa de fanatismo, pessoas sem personalidade seguindo outras pessoas que não fizeram absolutamente nada plausível, nada bom. As vezes muito pelo contrario, só fizeram merdas.
Nova moda é idolatrar falsos ídolos, vamos idolatrar aquela pessoa que é bonita, não importa se ela fez algo útil, ou se ela é uma boa pessoa, não importa o que ela pensa nem o que ela faz importante é ela ser bonita ou a midia dizer que ela é legal. Ser um cantor hoje em dia é simples, tape um olho com cabelo roube a calça do primeiro gari que ver na rua e aperte ela ate quase não sentir o seu saco, depois pegue a bandeira GLS e vá no guarda roupa, e vá pegando as roupas seguindo a ordem das cores, e por ultimo mais não menos importante, pegue a botina da usiminas do seu pai e colora ela também de acordo com a bandeira GLS, pronto é um cantor. Agora se quiser ser um bom cantor afine a voz. E se dizem roqueiros, Kurt Cobain que foi esperto em se matar a tempo de não precisar ouvir o que chamam de rock n' roll hoje em dia
Miséria de cultura, futilidade extrema, merda na cabeça, eu tenho medo, cara, o que ta acontecendo? Nada é normal mais, o que deveria ser vergonhasamente ridículo é moda,meninas deveriam procurar atributos masculinos não homens-fêmeas(como realmente deveriam ser chamados), franja e calça colada, sua namorada deveria usar isso, não você, boas ações e carater é o que deveríamos olhar para idolatrar alguém, não beleza.
Ta tudo ao contrario. Eita 2012 que não chega.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Amizade.

a amizade verdadeira se resume em que? uma pessoa que ouça suas novidades, que entenda suas futilidades, que você conte como foi seu dia? concerteza é algo mais que isso, alguém que te ame, que te queira bem, te entenda, que haja uma troca entre vocês, que te aceite nos dias ruins e nos bons, que acima de tudo pense na felicidade de ambos, que mesmo se você estiver muuuito chato, no apse de sua angustia e irritação, ela vá te entender e perdoar. Aquela pessoa que você primeiro pensa quando te acontece uma coisa muito ruim, sabe que pode confiar para o que for. Pra mim é isso. E é isso o que eu mais prezo na minha vida, a amizade verdadeira, aquela mãe amiga, namorada acima de tudo amiga. O amor que nasce de uma grande amizade, o companheirismo, aquele sentimento mais puro, é a única coisa que fica. Sem importar distancia, ela só serve pra concretizar o amor sincero, e infelizmente te causar a pior das dores, amar sem poder tocar, sentir falta do abraço apertado, da sonoridade do "eu te amo" de despedida, sentir falta ate mesmo das brigas que sempre vinham acompanhadas de uma longa conversa com vários pedidos de desculpas. Mais simples viver sem coração.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Solidão.

Eu nunca sei se estou bem, eu mudo de humor muito facilmente, meio que bipolar. Só que no geral eu sempre to feliz e de bom humor, as excessoões são as madrugadas, e alguns dias que não converso com meus amigos. É muito ruim depender disso pra estar bem, precisar ter um contato recente com certas pessoas pra não ficar transtornado, acho que eu sou muito carente, e eu odeio isso.
Porem, é justamente nesses momentos de carência transtornada que eu consigo escrever esses textos.Primeiro bate uma rápida depressão, depois fico indignado, seja comigo mesmo ou com amigos ou algo que aconteceu, depois fico horas discutindo mentalmente com o que me causou a indignação, só então escrevo. Eu não fico mal unicamente por não estar com quem eu gosto, só que quando não estou, todos os pensamentos fodidos e medíocre me assolam, é como se só nesse momento eu me desse conta de como minha vida é.
Mas enfim, normalmente eu sou muito feliz, mesmo me sentindo só.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Religiões.

Hoje li mais uma reportagem falando de uma mulher que assassinou e esquartejou os pais idosos por negarem o dinheiro do dizimo de sua igreja, a muito pobre e necessitada Igreja Universal.
Sempre me questiono se estou certo em não acreditar em nem uma religião, em generalizar tanto isso de padres e pastores ladroes que usam da fé para tirar de pessoas que necessitam, entretanto nunca chego a nenhuma conclusão descente.
Pode ser que exista religiões boas e que valham a pena se seguir, mais sempre vai haver os corruptos e os que mais me amedrontam, os fanáticos. Fanatismo, pelo que quer que seja não é uma boa coisa.
Guerras santas, milhões de mortos em nome da fé, padres pedófilos, ladrões.
Pais de família que ganham uma miséria por mês, tiram da boca do filho para dar a igreja, e o faz de bom grado, enquanto pastores (ou padres, para mim não tem a menor diferença) sempre tem o carro do ano e todas as regalias que o dinheiro de otarios possa pagar.
Não sou ateu, creio em Deus, só que tenho um pensamento, talvez, diferente de muita gente. Não acho que uma religião esteja mais certa que a outra, não acho que os católicos ou os evangélicos ou seja qual for a religião vá para o céu pelo fato de que o que pregam seja mais correto que outras.
Penso que Deus é o que você quiser que seja, que Deus é aquela coisa boa que tem em seu coração, aquela bondade, aquela vontade de fazer algo bom, a felicidade.
E o papa para mim é só um magnata que usa umas roupas estranhas e fala esquisito.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Saudade.
E quando você se da conta que não é só uma mentira? que dessa vez não é só você e sua incrível carência, fazendo um sensacionalismo barato para ver se lhe dão atenção.O que se deve fazer alem de tentar não chorar? não existe tradução para o que se passa em um coração quando se tem hora marcada para tal perda.
Não é só uma uma simples viajem, é a perca de todos os amigos, ter que deixar o lugar em que nasceu, deixar todos que ama para ir pra um lugar medíocre que não te interessa em nada, não deveríamos ser obrigados a tal coisa.
Eu estou mal, e eu sei que vai piorar, tento não pensar nisso mas é um tanto quanto difícil não pensar na própria vida, acho que agora eu irei entender o real sentido de saudade, de dor.
E pensar em cada amigo verdadeiro, em cada amigo ocasional, em cada momento cada historia e brigas e brincadeiras e cada segundo de conversa jogada fora, cada segundo que eu daria minha vida para ter de volta. É impossível pensar em tudo isso e não deixar escapar uma lágrima. Minha única prece é que não esqueçam de mim, por mais que demore, não esqueçam.
Sentirei muita saudade.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Despreziveis
Sou a escoria de tudo, um lixo pensante, todos somos. Humanidade desgraçada, homens vis e cruéis, sem amor, sem alma, sem perdão, nem coração.Somos os carrascos do planeta, os carrascos da obra prima de um ser benevolente, somos nosso próprio inferno, trazemos o inferno em nossos corações.
Nós orgulhamos da violência enquanto sentimos medo de demonstrar o amor, sentimos vergonha de que saibam que temos amor por algo, amar é popularmente proibido, bater é aceitável, aclamado ate.
Julgar, condenar e sentenciar, eis o que fazemos quando desaprovamos uma atitude de alguém. Apurar os fatos, procurar a verdade isso não, isso é cansativo, mais fácil é julgar e fim de papo.
Sempre atrás de um novo inocente, uma nova alma para se atormentar, alguém a quem descontar frustrações e desilusões, homens previsíveis, monstros previsíveis. Paz agora é para os fracos, dialogo apenas para professar a discórdia e a guerra. Somos a escoria da humanidade e, ao meu ver, nos orgulhamos disso, nos acomodamos sendo isto.
Somos criados vendo filmes de guerras, somos acostumados com a guerra, matar alguém é o ponto alto de um filme. Já parou para pensar? Matar alguém, tirar um vida, deixar um corpo caído no chão. Não há dignidade em levar um tiro, é sangue, desespero, inevitável morte, o ultimo brilho de vida dentro dos olhos. Criados para ver a 3ª guerra mundial e aplaudir de pé os vencedores. Tentam nos fazer de macacos adestrados, prontos para morrer por patriotismo, prontos para gastar o salário com futilidades desnecessárias. É o que a alienação pode fazer com uma vida. Passe a pensar por si.
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