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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Despreziveis

Sou a escoria de tudo, um lixo pensante, todos somos. Humanidade desgraçada, homens vis e cruéis, sem amor, sem alma, sem perdão, nem coração.
Somos os carrascos do planeta, os carrascos da obra prima de um ser benevolente, somos nosso próprio inferno, trazemos o inferno em nossos corações.
Nós orgulhamos da violência enquanto sentimos medo de demonstrar o amor, sentimos vergonha de que saibam que temos amor por algo, amar é popularmente proibido, bater é aceitável, aclamado ate.
Julgar, condenar e sentenciar, eis o que fazemos quando desaprovamos uma atitude de alguém. Apurar os fatos, procurar a verdade isso não, isso é cansativo, mais fácil é julgar e fim de papo.
Sempre atrás de um novo inocente, uma nova alma para se atormentar, alguém a quem descontar frustrações e desilusões, homens previsíveis, monstros previsíveis. Paz agora é para os fracos, dialogo apenas para professar a discórdia e a guerra. Somos a escoria da humanidade e, ao meu ver, nos orgulhamos disso, nos acomodamos sendo isto.
Somos criados vendo filmes de guerras, somos acostumados com a guerra, matar alguém é o ponto alto de um filme. parou para pensar? Matar alguém, tirar um vida, deixar um corpo caído no chão. Não há dignidade em levar um tiro, é sangue, desespero, inevitável morte, o ultimo brilho de vida dentro dos olhos. Criados para ver a 3ª guerra mundial e aplaudir de pé os vencedores. Tentam nos fazer de macacos adestrados, prontos para morrer por patriotismo, prontos para gastar o salário com futilidades desnecessárias. É o que a alienação pode fazer com uma vida. Passe a pensar por si.

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